Educação e Cultura
- Valéria Almeida Anaya

- 11 de mai. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 23 de jun. de 2020
É tempo de girar a roda, de refazer o mundo, as relações, os modos de aprender e de ensinar. E sob essa perspectiva, vou lhes propor que exploremos juntos a possibilidade de pensar a educação a partir do par “experiência/sentido”, de modo a explorar algumas palavras e tratar de compartilhá-las como forma de poder.
Certo dia li nas escritas de Bondía uma descrição que reforçou minha paixão por palavras, porque acredito que por ser com as palavras que nomeamos o que somos, o que fazemos, o que pensamos, o que percebemos ou o que sentimos, elas são mais do que simplesmente palavras. E, Bondía dizia que por isso, as lutas pelas palavras, pelo significado e pelo controle das palavras, pela imposição de certas palavras e pelo silenciamento ou desativação de outras palavras são lutas em que se joga algo mais do que simplesmente palavras, algo mais que somente palavras.
Assim, Etnogogia é a palavra que lhes apresento. É um neologismo composto por dois termos: o prefixo etno originado de etnia (ethno), que significa nação, tribo ou pessoas que vivem juntas e o sufixo gogia (agogus/agogô), da palavra pedagogia, o mesmo que orientações, conduções, que se traduz pelo senso comum como sendo a ideia de ensino. É desta forma que se propõe a Etnogogia como a Pedagogia das Etnias, uma proposta metodológica de formação para o ensino dos saberes e fazeres étnicos em espaços formais e informais da educação, que navegará pelos mares da cultura.
Quer saber mais sobre isso?
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